Em Brasília, Sergio Marone participa de ato coletivo em prol da PEC 13/26
- Sidiney Leonis

- 12 de jun.
- 2 min de leitura
Ao lado de outros artistas e representantes do esporte, o ator participou do ato no Salão Verde da Câmara dos Deputados em apoio à tramitação da proposta, que busca garantir a continuidade dos incentivos à cultura e ao esporte após as mudanças promovidas pela Reforma Tributária

O ator Sergio Marone participou, nesta quarta-feira (10), de um ato coletivo no Salão Verde da Câmara dos Deputados em apoio à tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 13/26. A proposta busca garantir a continuidade dos incentivos à cultura e ao esporte após as mudanças promovidas pela Reforma Tributária. Esses recursos são considerados fundamentais para o fortalecimento da produção artística no país.
A ocasião reuniu representantes dos setores culturais e esportivos, entre eles os atores Odilon Wagner, Babu Santana, Leona Cavalli, e a ex-ministra do Esporte Ana Moser.
Durante o encontro, Sergio Marone manifestou apoio ao Fórum Brasileiro pelos Direitos Culturais e às entidades envolvidas na mobilização. Em seu discurso, o ator destacou os impactos econômicos e sociais da cultura e defendeu a continuidade das políticas de incentivo ao setor. Confira o discurso completo do ator:
“Eu não vim para pedir pelos artistas. Eu vim defender uma das maiores forças econômicas e estratégicas do Brasil. Porque quando um filme acontece, quando uma peça estreia, quando um festival ocupa uma cidade, não é apenas um artista trabalhando. É a costureira. É o motorista. É a equipe técnica. É a maquiadora. É o segurança. É o hotel. É o restaurante. É o turismo. Quando a cultura não acontece, uma cadeia inteira para. E existe uma confusão perigosa no debate público. Tem gente que ainda acredita que incentivo à cultura é gasto. Não é. É investimento. A cultura gera emprego, movimenta a economia e produz algo que nenhum outro setor consegue produzir: Identidade. Pertencimento. Brasil. Um país sem cultura pode até ter PIB. Mas não tem alma. E um país que perde sua alma perde também sua relevância no mundo. Porque petróleo acaba. Minério acaba. Recursos naturais acabam. Mas existe uma riqueza que cresce quanto mais é compartilhada. A cultura. Quanto mais o Brasil investe em cultura, mais forte ele fica. Mais turismo atrai. Mais empregos cria. Mais investimentos recebe. Mais respeito conquista. O Brasil não precisa escolher entre economia e cultura. Essa é uma falsa escolha. Porque cultura é economia. Cultura é emprego. Cultura é desenvolvimento. E, num momento em que o mundo volta os olhos para o Brasil, porque o Brasil tá na moda, enfraquecer a cultura seria abrir mão de uma das maiores vantagens competitivas que temos perante o mundo. Nós não estamos discutindo apenas o futuro dos artistas. Estamos discutindo o futuro do Brasil. Obrigado”.
Com 192 assinaturas já reunidas, a PEC 13/26 segue para os próximos passos de tramitação no Congresso Nacional. O objetivo agora é ampliar o diálogo com parlamentares para viabilizar o avanço da proposta.
