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Estado e Prefeitura se unem no combate ao Aedes aegypti em Goiânia

Decisão de realizar o Dia D de Combate ao Aedes visa combater o elevado número de casos de dengue em Goiânia. Capital concentra a maioria dos casos e das mortes ocorridas no Estado

Combate ao mosquito Aedes aegypti em Goiânia - Foto: Britto

O Governo de Goiás, em parceria com a Prefeitura Municipal de Goiânia, realiza nesta quinta-feira (12/5), o Dia D de Combate ao Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. A decisão de promover a ação foi tomada com o propósito de diminuir os elevados índices de infestação do Aedes e, ao mesmo tempo, conscientizar a população para a adoção rotineira de eliminação contínua de objetos, utensílios e demais itens que acumulam água parada e que servem de criadouros do vetor.


"A realização do Dia D de Combate ao Mosquito Aedes aegypti em Goiânia é de suma importância para que nossa população possa ajudar o poder público a combater os criadouros do mosquito. Goiás precisa ficar livre dessa infestação", diz o governador Ronaldo Caiado. Os dados da SES-GO revelam que Goiânia concentra a maior quantidade de casos notificados neste ano de dengue no Estado (37.913).


A capital também tem o maior número de mortes confirmadas por dengue em 2022. Em todo o Estado, 34 pessoas morreram em decorrência da dengue. Destas, 9 moravam em Goiânia. Além disso, Goiânia ostenta o preocupante título de capital com maior número de casos dengue no País.

Estratégia efetiva

As ações de intensificação de combate ao mosquito Aedes aegypti estão acontecendo em diferentes municípios goianos desde meados de abril, quando o número de casos de dengue tiveram um avanço considerável em todo o Estado. Já foram realizadas operações dessa natureza em Valparaíso de Goiás e Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. Nesta semana, também está sendo realizada uma força-tarefa em Piracanjuba, no Sul do Estado.


Na avaliação da superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, Flúvia Amorim, a força-tarefa é uma das estratégias mais efetivas para a diminuição da da infestação do Aedes aegypti e prevenção da dengue, chikungunya e zika. O secretário municipal da Saúde de Goiânia, Durval Pedroso, destaca que o controle vetorial é a atividade mais eficaz para evitar a proliferação do hospedeiro da doença, bem como a transmissão, que resulta na redução do número de casos na capital.


As visitas domiciliares e orientações aos moradores serão feitas por agentes de endermias e agentes comunitários de Goiânia e por profissionais da SES-GO. Os representantes da SES-GO vão coordenar todo o desenvolvimento da ação. Os componentes do Corpo de Bombeiros vão monitorar o sobrevôo de drones para a identificação dos criadouros do mosquito em locais de difícil acesso. Os bombeiros também vão atuar na logística das ações a serem desenvolvidas pelos agentes e fazer vistorias nos órgãos públicos.


Dengue e chikungunuya

No ano passado, nas 18 primeiras semanas epidemiológicas (02 de janeiro a 07 de maio), foram confirmados 24.376 casos de dengue em Goiás. Neste ano, no mesmo período, a SES-GO confirmou 73.652 casos da doença, o que corresponde a um avanço de 300,09%. As notificações da SES-GO também revelam que neste ano, até o momento. ocorreram 34 mortes decorrentes de dengue em todo o território goiano. Outros 121 óbitos estão em investigação.


Até 2021, a chikungunya não apresentou expressividade epidemiológica no Estado, com um surto constatado, em Bom Jesus de Goiás, e circulação viral em 43 municípios e onde foi realizada a primeira força-tarefa contra a dengue no ano passado. Neste ano, porém, a doença apresenta crescente número de notificações e confirmações de casos.


Os registros da SES-GO revelam que houve um avanço de 155% no número de casos de chikungunya no Estado neste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Em 2021, nas 18 primeiras semanas epidemiológicas, a SES-GO confirmou 548 casos da doença. Neste ano, até o momento, foram confirmados 1.824 casos de chikungunya em 52 municípios do Estado. Não foi registrado nenhum óbito relacionado à doença.


Embora tenha menos possibilidade de levar o paciente à morte, a chikungunya é considerada uma doença grave, tem um período mais prolongado de tratamento e de manifestação dos sintomas. A superintendente de Vigilância em Saúde da SES-GO, Flúvia Amorim, ressalta que a chikungunya faz com que as pessoas fiquem mais tempo doentes, o que causa uma pressão nos serviços de saúde, além do impacto econômico devido a ao longo período de doença, causando sintomas por até meses, como dor nas articulações que podem ser incapacitantes. Ela destaca que causa preocupação nos gestores a elevação de casos de doenças que podem provocar sobrecarga no sistema de saúde.


A zika teve seu auge em 2016, com a posterior redução da circulação viral e consequente diminuição no número de casos. Neste ano, foram identificadas duas gestantes com exames positivos de zika, representando o retorno de casos no Estado.

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