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Goiás é destaque em preservação ambiental associada ao crescimento do agronegócio

É o que aponta estudo do IMB sobre efeito Poupa-Floresta na região Centro-Oeste e do Matopiba; análise indica uma diminuição de áreas de pastagens e aumento de florestas em Goiás de 109%

Aumento da produtividade agropecuária garante o crescimento de áreas de florestas preservadas em Goiás - Foto: Divulgação

Goiás liderou o ranking dos estados do Centro-Oeste e região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) no percentual de área preservada, em relação à sua área total, entre os anos de 2010 e 2020, poupando 29% de sua área. O valor corresponde a cerca de 9,9 milhões de hectares. O resultado mostra que os ganhos de produtividade da agropecuária goiana permitiram a preservação ambiental no período, ao não incorporar novas áreas ao processo produtivo.


Os dados são do estudo ‘Sustentabilidade ambiental na agropecuária: análise do Efeito Poupa-Florestas’, realizado pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Pesquisas Socioeconômicas (IMB), que analisou a sustentabilidade ambiental da agropecuária das regiões selecionadas. O instituto utilizou o indicador Poupa-Florestas, que mede o impacto da melhoria da produtividade sobre a preservação ambiental. O método mostra a diferença entre a área que seria necessária para garantir a produção agropecuária sem melhorias de produtividade e a área efetivamente utilizada.


“Goiás poupou mais de 9 milhões de hectares, entre os anos de 2010 e 2020, se sobressaindo em relação aos demais estados analisados, mostrando que o agronegócio é capaz de prosperar sem agredir diretamente o meio ambiente”, comemora o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, ao enfatizar a liderança de Goiás no ranking do percentual de área preservada.


Produção agrícola

Em 2020, Goiás apresentou o maior volume referente à produção agrícola, cerca de 105 milhões de toneladas, entre os estados analisados. Em consonância, a produtividade (tonelada/área) também apresentou resultado expressivo no mesmo período alcançando 15,13 toneladas por hectare.


Pecuária

A pecuária bovina de corte aumentou a produtividade no Brasil entre os anos 2000 e 2020. Ao longo dos vinte anos, também houve o aumento para o desempenho animal (produção bovina/cabeças) e para a taxa de lotação (cabeças/hectares de pastagem). Neste período, Goiás alcançou o terceiro melhor desempenho bovino, ficando atrás apenas dos estados do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.


Já a pecuária de leite nacional apresentou queda na taxa de lotação ao longo dos 30 anos analisados (1990 a 2020). Todos os estados avaliados também tiveram redução no número de vacas ordenhadas. Entretanto, a produtividade apresentou um crescimento nesse período. Goiás foi um dos estados com melhor desempenho em 2020, alcançando a produção de 244 litros por hectare de pastagem.


“Ao compararmos as atividades analisadas, observamos que o efeito poupa-florestas foi maior para pecuária de corte, o que significa que a área poupada foi maior devido aos ganhos de produtividade da atividade. Além disso, o aumento do desempenho bovino de carne, no período de 2000 a 2020, contribuiu significativamente para o avanço da sustentabilidade ambiental em Goiás”, ressalta o diretor-executivo do IMB, Erik Figueiredo.


Uso da terra

Entre os anos de 2010 e 2020, Goiás conquistou resultado expressivo em relação à sustentabilidade ambiental. O Estado conseguiu diminuir a área de pastagens e aumentar a área plantada de florestas plantadas em 109%.


“A sustentabilidade ambiental é um dos principais desafios da atividade agropecuária. O resultado do estudo mostrou que Goiás, ao longo dos anos, conseguiu alinhar os ganhos econômicos com a preservação ambiental”, destaca a gerente de Estudos Ambientais e Agronegócio e pesquisadora, Érica Basílio Tavares Ramos.

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