top of page
  • Branca Ícone Instagram
  • Ícone do Facebook Branco
  • X
  • TikTok

Polícia indicia padrasto e mãe em caso de envenenamento em Alto Horizonte

Polícia indicia padrasto e mãe em caso de envenenamento em Alto Horizonte
Foto: Reprodução

A Polícia Civil indiciou o padrasto e a mãe das crianças envenenadas com “chumbinho” em Alto Horizonte, no norte de Goiás. A informação foi confirmada pelo delegado responsável pelo caso, Domênico Rocha.


Ronaldo Alves de Oliveira foi indiciado por feminicídio e tentativa de homicídio, ambos triplamente qualificados. Já Nábia Rosa Pimenta responderá por omissão imprópria, por não ter agido para evitar o resultado.


Jantar em família terminou em tragédia

O caso aconteceu no dia 27 de março, durante um jantar na varanda da casa da família. Na ocasião, estavam presentes o casal e as duas crianças.


Segundo a investigação, a mãe preparou os pratos e serviu a refeição. Poucas horas depois, a filha, Weslenny Rosa Lima, de 9 anos, começou a passar mal, com dores, vômitos e convulsões. Ela chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu.


O irmão, de 8 anos, também apresentou sintomas e foi internado em estado grave no Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu. Ele permaneceu internado por 11 dias, sobreviveu e hoje está sob guarda do pai biológico.


Laudo aponta “chumbinho” no arroz

A perícia da Polícia Científica identificou a presença de terbufós, substância conhecida como “chumbinho”, no arroz consumido pela família. O alimento estava guardado na geladeira e também foi encontrado no lixo da residência.


De acordo com a investigação, gatos da vizinhança que ingeriram o alimento também morreram.


Indícios contra o padrasto

Segundo o delegado, a autoria atribuída ao padrasto foi sustentada por diversos elementos, incluindo imagens de uma câmera instalada na casa.


As gravações mostram que, durante o jantar, Ronaldo se levantou com o prato ainda cheio de alimento branco, semelhante a arroz, o que indica que ele não teria consumido a comida contaminada. O exame toxicológico dele deu negativo.


Ainda conforme a polícia, ele também aparece nas imagens descartando lixo — material em que foram encontrados vestígios do alimento envenenado.


Mãe é indiciada por omissão

O exame toxicológico de Nábia também não apontou ingestão de veneno. Apesar disso, a polícia entendeu que ela tinha condições de evitar o crime.


De acordo com o delegado, o casal mantinha uma relação conturbada, com histórico de desentendimentos e discussões. Para a investigação, esses sinais indicariam risco às crianças.


Mesmo assim, a polícia afirma que ela permaneceu na relação e não adotou medidas para evitar a tragédia. A prisão da mãe não foi solicitada.


Versões e pontos não esclarecidos

Em depoimento, tanto o padrasto quanto a mãe negaram o crime e afirmaram que ele preparou apenas arroz e feijão naquela noite. A carne já estaria pronta desde o almoço.


Segundo os relatos, todos comeram juntos. No entanto, apenas as crianças foram afetadas, o que segue sem explicação. A investigação não conseguiu determinar em que momento o veneno foi colocado na comida.


A mãe afirmou ainda que viu o companheiro guardando a panela de arroz na geladeira após o jantar.


Situação dos envolvidos

Ronaldo está preso preventivamente desde o dia 2 de abril, na unidade prisional de Uruaçu.


Em nota, a defesa informou que recebeu a conclusão do inquérito com serenidade e destacou que confia no devido processo legal, no contraditório e na ampla defesa. A defesa de Nábia não foi localizada.

Publicidade

Leia também

bottom of page