Menino envenenado em jantar em família recebe alta e vai morar com o pai
- Redação Ogoiás

- há 5 dias
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O menino de 8 anos que foi envenenado junto com a irmã após um jantar em família, em Alto Horizonte, no norte de Goiás, recebeu alta hospitalar e passou a morar com o pai biológico. A informação foi confirmada pela Polícia Civil.
A irmã dele, Weslenny Rosa Lima, de 9 anos, morreu no dia 28 de março, um dia após a refeição. O padrasto das crianças, Ronaldo Alves de Oliveira, está preso preventivamente e é suspeito do crime.
Em nota, a defesa afirmou que vai provar a inocência do investigado. “Acreditamos que, dentro em breve, aparecerão elementos que comprovarão a inocência de Ronaldo, sendo ele uma vítima do caso”, diz o posicionamento.
Suspeita é de veneno no arroz
De acordo com a Polícia Civil, a principal linha de investigação aponta que o veneno foi colocado no arroz consumido pela família. A perícia identificou a presença de terbufós, substância conhecida como “chumbinho”.
Após o jantar, as duas crianças passaram mal. Weslenny chegou a ser levada ao hospital municipal, mas não resistiu. O irmão apresentou sintomas semelhantes, porém mais leves, e foi encaminhado ao Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), onde permaneceu internado até receber alta.
Segundo o secretário de Saúde de Alto Horizonte, a menina deu entrada na unidade com crises convulsivas, apresentou melhora inicial após atendimento médico, mas o quadro piorou rapidamente, evoluindo para parada cardiorrespiratória.
Pontos seguem sob investigação
Apesar da prisão do padrasto, o caso ainda possui pontos não esclarecidos. Um deles é a presença de uma panela com restos de arroz possivelmente contaminado dentro da geladeira da casa.
Segundo o delegado responsável, o detalhe chama atenção, já que, em tese, o autor do crime não manteria o material guardado. Outro ponto investigado é o fato de nem todos os adultos da residência terem apresentado sintomas, mesmo após consumirem a mesma refeição.
A polícia também apura um vídeo em que o suspeito aparece fazendo ameaças. A defesa sustenta que as imagens foram gravadas há mais de três anos. Outras informações seguem sob sigilo para não comprometer o andamento das investigações.










