Creche clandestina com 30 crianças é interditada após fiscalização identificar irregularidades

Uma casa que funcionava como creche clandestina foi fechada nesta quinta-feira (15), no bairro Papillon Park, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Durante a fiscalização, equipes da Guarda Civil Municipal (GCM) e do Conselho Tutelar encontraram 30 crianças no imóvel, que apresentava condições inadequadas de higiene e funcionamento, segundo os órgãos responsáveis pela ação.
A intervenção ocorreu após uma denúncia sobre as condições em que as crianças eram atendidas.
De acordo com a conselheira tutelar Elita Arantes, a casa apresentava sujeira acumulada em móveis e objetos, além de problemas relacionados ao armazenamento e à conservação dos alimentos.
Segundo ela, a Vigilância Sanitária avaliou os produtos disponíveis e considerou que não estavam adequados para consumo.
No momento da chegada das equipes, uma funcionária preparava ovos e pão para servir às crianças.
Conselho Tutelar não encontrou registros das crianças
Durante a fiscalização, os conselheiros solicitaram as fichas de identificação das crianças e os contatos de seus responsáveis.
Segundo o Conselho Tutelar, a proprietária não apresentou os registros solicitados.
A falta de documentação dificultava a identificação das famílias e o acompanhamento das crianças atendidas pelo estabelecimento.
Após a intervenção, os responsáveis foram localizados e as crianças entregues às famílias.
A proprietária e duas funcionárias foram encaminhadas à Central de Flagrantes para prestar esclarecimentos.
Até a última atualização das informações consultadas, não havia confirmação de prisão ou de quais procedimentos policiais foram adotados posteriormente.
Famílias relatam dificuldade para conseguir vagas
A fiscalização também revelou uma situação enfrentada por parte dos pais: a dificuldade de conseguir vagas na rede pública de educação infantil.
Segundo Elita Arantes, alguns responsáveis relataram que procuraram o atendimento particular porque não haviam conseguido matricular os filhos em Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis).
Outros disseram que confiavam na proprietária devido às referências positivas que ela tinha na comunidade.
Os valores cobrados pelo atendimento variavam entre R$ 450 e R$ 700, conforme os relatos apresentados ao Conselho Tutelar.
Algumas crianças eram atendidas pela responsável havia mais de cinco anos.
A conselheira informou que a proprietária foi orientada sobre a necessidade de regularizar a atividade caso pretenda continuar oferecendo serviços de cuidado infantil.
O estabelecimento permanece fechado após a fiscalização.











