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Entrevista Reddy Allor: drag queen do sertanejo

Com 22 anos se destaca devido aos seus looks exuberantes, voz marcante e pelo estilo musical escolhido, o sertanejo. Os clipes e músicas mostram qualidades de um artista pronto para o sucesso, não deixando nada a desejar para grandes popstars do mundo.

Reddy Allor, vencedora do reality show Queen Stars Brasil, criado e produzido pela Endemol Shine Brasil, para a HBO Max.

Confira a entrevista;


1 - Quem é Guilherme Bernardes, e a construção da Drag Reddy Allor?

R. Guilherme Bernardes é um menino sonhador, extremamente criativo e perfeccionista que ama se expressar através da arte e da música. A Reddy Allor nasceu da necessidade em explorar todos os meus âmbitos artísticos e principalmente para ter voz, ser ouvido, respeitado e viver em paz com a minha verdade.

2 - Como a música sertaneja chegou na sua vida e os desafios de cantar um estilo predominante cantado por héteros?

R. A música sertaneja sempre esteve na minha vida por causa da minha família e as referências do interior de SP, lembro de ter 5 anos de idade e meus tios me chamando (forçando kkk) pra cantar nas festas da família. Na época a timidez falava mais alto, porém fui crescendo e entendendo esses momentos como necessários para minha evolução enquanto cantor.


Hoje, como um homem gay que faz drag queen e ainda canta sertanejo, é sempre desafiador estar em um lugar tão conservador, porém a minha determinação fala mais alto. Infelizmente me acostumei a receber muitos nãos na vida, mas passei a agarrar os poucos sims e depositar toda a minha essência e vontade de mudar o mundo neles.


3 - Em uma comunidade (lgbtqia+) que idolatra pop e o funk, em algum momento sofreu preconceito por seguir outro caminho na música?

R. Com certeza, mas entendo esse “preconceito” como uma resistência de uma comunidade que nunca teve o seu lugar digno de respeito dentro do mercado sertanejo. Hoje, com o meu trabalho, busco ressignificar esses conceitos.


4 - Do universo sertanejo, quais seriam os feat dos sonhos?

R. Impossível deixar de falar em Marília, que tanto me inspirou dentro do sertanejo; é uma dor que sempre vou carregar.

Eu quero poder somar com grandes artistas que, para além do sertanejo, possam entender a minha luta e lutar junto comigo.

Hoje consigo imaginar um feat. muito lindo com Lauana Prado, Luiza Martins, Maiara e Maraisa… as mulheres que transformam esse mercado.

5 - Eu sou muito viciado em “paciência”, conta um pouco do processo criativo das suas músicas?

R. Obrigado! Eu sou suspeita mas também amo ela.

Não existe um processo exclusivo, o primeiro passo pra mim é a identificação com a letra e melodia, algumas surgem na minha cabeça, outras chegam prontas, outras eu transformo ou acrescento o meu toque… sempre levando em consideração o momento, o que quero passar, a data, a estratégia, afinal eu quero que seja algo que conecte a minha essência com a de quem estiver ouvindo.


6 -  Além do capricho que é seus clipes e fotos, você mostra os bastidores em suas redes. Como surgiu a ideia de contar os segredos por trás das câmeras?  

R. Sou muito perfeccionista, tenho uma equipe que abraçou isso e trabalha pra que tudo seja impecável. A gente cresceu a Reddy juntos, sempre explorando o máximo da nossa criatividade e em um determinado momento eu percebi que as pessoas achavam tudo muito surreal. Foi aí que veio a ideia de mostrar a realidade, como fazemos tudo e que o grande investimento na verdade é sempre muita criatividade, dedicação e mão na massa.

7 - O que podemos esperar de Reddy Allor para 2023?

R. Neste ano o meu planejamento está baseado em alguns feats. muito importantes pra mim enquanto artista LGBTQIAP + no sertanejo. Também lançarei músicas solo, farei muitos shows e pretendo dar início ao meu primeiro álbum, porém sem expectativas, para que saia exatamente como dentro da minha cabeça.


Veja o clipe:

 

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