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Governo promove conscientização sobre doença de Chagas

Inseto barbeiro é responsável pela principal causa de transmissão da doença de Chagas, a vetorial

A Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) promove uma semana de conscientização sobre a doença de Chagas. A fim de divulgar a prevenção, os sintomas e tratamento da doença, a Coordenação Estadual de Zoonoses da Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa) promove, de 11 a 13 de abril, uma série de eventos voltados para profissionais de saúde e população em geral.


No dia 11 de abril, a partir das 14 horas, será realizado um webinar com o tema 14 de abril: Dia Mundial da Doença de Chagas – uma conscientização necessária para enxergar o paciente para além da doença. Profissionais de saúde e demais interessados podem fazer a inscrição por meio do link: https://forms.gle/cVJb9z5L9LCZr5hm9


No dia 12, haverá testagem sorológica para doença de Chagas em Alexânia, em parceria com a Associação Goiana dos Portadores da Doença de Chagas (AGPDC). No dia 13, será realizado um evento no ambulatório de doença de Chagas no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC/UFG), em Goiânia.


Dia mundial

Em maio de 2019, o dia 14 de abril foi aprovado como o Dia Mundial da Doença de Chagas, em assembleia mundial da Saúde da Organização Mundial de Saúde (OMS). A data rememora quando, em 1909, Carlos Chagas identificou, pela primeira vez, em uma paciente, o Trypanosoma cruzi, protozoário causador da doença.


“O reconhecimento desse dia mundial foi fruto da mobilização dos pacientes que lutaram para dar visibilidade para esse mal e do apoio da comunidade científica”, explica a biomédica Liliane Siriano, responsável técnica pelo programa estadual da doença de Chagas da SES-GO.


Doença negligenciada

A doença de Chagas é uma das doenças negligenciadas com maior carga de morbimortalidade no Brasil. As estimativas são que a doença atinja de 6 a 7 milhões no mundo. No Brasil, essa estimativa é em torno de 1,9 milhão a 4,6 milhões de pessoas. Em Goiás, o número pode estar entre 200 mil e 300 mil portadores. Calcula-se que 65 milhões de pessoas estejam em risco de contrair a doença e que, no mundo, 14 mil mortes ocorram por ano pela doença.


A doença mata, todos os anos, mais pessoas do que qualquer outra doença parasitária. No Brasil, cerca de 6 mil pessoas morrem anualmente devido às complicações crônicas da doença e, nos últimos cinco anos, foi a óbito uma média de 719 pessoas em Goiás.


Transmissão

A forma mais conhecida de transmissão da doença de Chagas é a vetorial, ou seja, aquela transmitida pelo inseto barbeiro. Mas há ainda as transmissões orais, os acidentes laboratoriais e as congênitas – por transplante de órgãos e transfusões sanguíneas.


A doença tem duas fases: a aguda e a crônica. A fase aguda pode passar despercebida, porém uma febre persistente acima de sete dias deve ser levada em consideração. Na fase crônica, a maioria dos portadores é assintomática (70%), podendo haver o comprometimento do coração, esôfago ou intestino. Os sinais e sintomas mais evidentes são falta de ar, batimento acelerado do coração, dificuldade de engolir alimentos (principalmente secos ou frios) e o intestino preso (constipação intestinal).


O diagnóstico de confirmação é o laboratorial. Em Goiás, os exames podem ser realizados por instituições públicas, como o Laboratório de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros (Lacen-GO), o Laboratório de Chagas do HC/UFG ou pela rede privada de laboratórios. Há dois medicamentos ofertados pelo SUS para tratar a enfermidade: o Nifurtimox e o Benznidazol, sendo este último o mais utilizado no País.


Qualquer médico da rede pública municipal poderá acompanhar os suspeitos ou portadores da doença de Chagas, principalmente aqueles assintomáticos ou que tenham manifestações leves. Para os casos que precisam de uma assistência especializada, os pacientes poderão ser regulados para o Centro de Referência da Doença de Chagas do HC/UFG.

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