Grávida usa os braços para proteger a barriga durante ataque com cacos de vidro em Rio Verde
Mulher de 28 anos foi presa suspeita de tentar atingir o abdômen da gestante, que está no sexto mês de gravidez; vítima foi levada ao hospital

Uma grávida de seis meses usou os braços para proteger a barriga durante um ataque com cacos de vidro em Rio Verde, no Sudoeste de Goiás. Segundo a Polícia Civil, uma mulher de 28 anos foi presa suspeita de cometer as agressões na madrugada de sábado (26).
A vítima sofreu ferimentos nos braços, peito e ombro e precisou receber pontos. Ela foi socorrida, passou por uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e depois foi encaminhada à Maternidade Augusta Bastos, onde permaneceu em observação.
Não há informação de risco de morte para a gestante ou para o bebê.
Segundo a investigação, a suspeita é a atual companheira do ex-parceiro da vítima.
As duas se encontraram em uma casa de shows da cidade antes das agressões.
De acordo com o relato da gestante, a mulher teria feito ameaças relacionadas à gravidez e dito que faria com que ela perdesse o bebê.
Gestante tentou impedir golpes contra a barriga
A agressão aconteceu quando a gestante estava do lado de fora do estabelecimento.
Conforme a apuração policial, a suspeita teria usado um caco de vidro durante o ataque e tentado atingir o abdômen da vítima.
Para proteger a barriga, a grávida colocou os braços à frente do corpo e acabou sofrendo vários ferimentos. Outras pessoas que estavam no local intervieram e interromperam as agressões.
Parte da ocorrência foi registrada em vídeo. A Polícia Civil também recolheu imagens do sistema de videomonitoramento da casa de shows para auxiliar na investigação. (Vídeo registra parte da confusão em frente ao estabelecimento)
Após o ataque, policiais fizeram buscas e localizaram a suspeita no Bairro Martins, em Rio Verde.
Segundo a apuração, ela admitiu ter ferido a gestante com um caco de vidro, mas apresentou uma versão diferente sobre o início da confusão.
A mulher foi presa em flagrante e autuada por tentativa de feminicídio, considerando também o fato de a vítima estar grávida.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.











