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Vídeo mostra estudante pedindo para motorista parar antes de acidente fatal em Alexânia; homem é preso

Foto: Reprodução/ TV Anhanguera
Foto: Reprodução/ TV Anhanguera

O motorista Ivan Rodrigues Cardoso, de 33 anos, preso suspeito pela morte da estudante de direito Kimmberlly Gisele Pereira Rodrigues, de 21 anos, afirmou à Polícia Civil que sentiu ciúmes da jovem enquanto os dois estavam em um bar em Alexânia, no Entorno do Distrito Federal, antes do acidente que terminou com a morte dela.


Segundo a delegada Silzane Bicalho, Ivan alegou em depoimento que mantinha um relacionamento com Kimmberlly e decidiu sair de Alexânia em direção a Brasília após se incomodar com a aproximação de outras pessoas da estudante.


“Ele falou que estava namorando. A Kimmberlly era muito popular e ele falou que os caras mexiam com ela. Falou que iria para Ceilândia, onde os amigos dele estavam”, relatou a delegada.

A família da jovem, no entanto, não confirmou o relacionamento entre os dois.


O acidente aconteceu no dia 4 de maio, na BR-060, quando Ivan dirigia em direção a Brasília. Antes da colisão, Kimmberlly gravou um vídeo dentro do carro pedindo para que o motorista interrompesse a viagem.



“Ivan, por favor, estou com medo. Ivan, por favor, vamos para minha casa?”, disse a estudante nas imagens. Em seguida, o motorista pede para que ela pare de filmar.


Segundo informações divulgadas pela TV Anhanguera, Kimmberlly havia passado o dia em uma chácara com amigos após convite de uma amiga. Na volta, ela e outras pessoas pegaram carona com Ivan, que, segundo a investigação, havia ingerido bebida alcoólica.


Ao perceberem que o motorista seguiria para Brasília, os demais ocupantes decidiram deixar o veículo. Kimmberlly permaneceu no carro, conforme mostram as imagens gravadas por ela.


Em depoimento, Ivan afirmou que perdeu o controle da direção após ver um vulto na pista.


“Ele disse que viu um vulto, aí puxou o volante e perdeu o controle do carro”, afirmou a delegada.


O veículo capotou. Ivan foi socorrido e encaminhado para um hospital em Anápolis. Já Kimmberlly chegou a ser resgatada com vida, mas morreu dentro da ambulância.


De acordo com a Polícia Civil, o suspeito poderá responder por feminicídio com dolo eventual, quando a pessoa assume o risco de provocar a morte, mesmo sem intenção direta.


Ivan foi preso temporariamente na manhã desta quarta-feira (20).


Em nota, a defesa do investigado afirmou que o caso deve ser tratado, neste momento, como acidente automobilístico e considerou precipitada a classificação como feminicídio antes da conclusão das investigações.


A advogada Luiza Barreto Braga declarou que não há comprovação de intenção deliberada de provocar o resultado e informou que irá adotar medidas judiciais, incluindo pedido de habeas corpus.


“A defesa destaca que não há, até o momento, qualquer conclusão definitiva que indique intenção deliberada de provocar o resultado trágico”, diz trecho da nota.


A mãe da estudante afirmou nas redes sociais que espera por justiça e destacou que a filha pediu para o motorista parar o carro antes do acidente.


“Que a prisão de hoje seja somente o início da Justiça a ser feita. Te amo eternamente”, escreveu.


O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Goiás.

 
 

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