Parquinho é interditado após casos de bicho geográfico em crianças no Jardim Goiás
- Redação Ogoiás | Goiânia

- há 8 horas
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Prefeitura de Goiânia informou que fará a substituição completa da areia contaminada por fezes de cães e gatos

O registro de casos de bicho geográfico em crianças que frequentavam um parquinho infantil no Jardim Goiás, em Goiânia, levou moradores a interditarem o espaço e cobrarem providências do poder público. Após quase três meses da solicitação formal, a Prefeitura de Goiânia informou que realizará a substituição completa da areia do playground, considerada contaminada por fezes de cães e gatos.
O parquinho fica na Rua 71 e foi fechado temporariamente pelos próprios moradores, que instalaram cadeados e afixaram avisos orientando a população a não utilizar o local até a conclusão dos serviços de manutenção.
De acordo com a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), a troca da areia será realizada nos próximos dias e deve durar cerca de três dias. Durante o trabalho, toda a área permanecerá interditada. A reabertura ocorrerá somente após a retirada completa do material contaminado e a colocação de uma nova camada de areia.
Segundo moradores, a contaminação ocorreu devido à presença de fezes de cães e gatos na área de recreação, apesar da existência de placas que proíbem a entrada de animais no local. A preocupação aumentou após a confirmação de casos da doença entre crianças que utilizavam o playground.
O que é o bicho geográfico
Conhecido cientificamente como larva migrans cutânea, o bicho geográfico é causado por larvas de vermes presentes no intestino de cães e gatos. Eliminadas pelas fezes dos animais, essas larvas podem permanecer na areia ou no solo e penetrar na pele humana por meio do contato direto com superfícies contaminadas.
Os sintomas mais comuns incluem vermelhidão, coceira intensa e lesões na pele. Com a evolução da infecção, surgem marcas sinuosas semelhantes ao desenho de um mapa, característica que deu origem ao nome popular da doença.
Embora geralmente não represente risco grave à saúde, o quadro pode evoluir para complicações quando as lesões sofrem infecções bacterianas secundárias. O tratamento costuma ser realizado com medicamentos antiparasitários e, na maioria dos casos, apresenta rápida resposta.
Especialistas recomendam evitar o contato direto com areia possivelmente contaminada, impedir o acesso de animais a áreas de recreação infantil e realizar a manutenção periódica desses espaços para prevenir novos casos.
