Polícia Civil descobre central clandestina de golpes digitais em prédio comercial de Goiânia
- Redação Ogoiás

- há 9 horas
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Três suspeitos foram presos durante operação no Setor Bueno; policiais apreenderam celulares, cartões bancários e dinheiro em espécie

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) descobriu uma central clandestina utilizada para a prática de crimes digitais em larga escala no 11º andar de um edifício comercial no Setor Bueno, em Goiânia.
A Operação Black Office, realizada na segunda-feira (25), terminou com a prisão de três suspeitos e a apreensão de dezenas de celulares, cartões bancários com senhas anotadas e cerca de R$ 50 mil em dinheiro.
Segundo o delegado Willian Bretz, o grupo atuava com golpes conhecidos como “falso SAC bancário”, além de outras modalidades de fraude digital.
“As fraudes investigadas não se limitam ao golpe do novo número, abrangendo também modalidades mais sofisticadas, como o falso advogado e a falsa central bancária”, afirmou o delegado.
De acordo com a investigação conduzida pela equipe de inteligência da 4ª Delegacia Distrital de Goiânia, os trabalhos começaram há algumas semanas após o recebimento de relatórios que apontavam a existência de uma estrutura clandestina voltada à prática de crimes digitais.
Segundo Bretz, a localização exata do imóvel foi confirmada no último sábado. A Polícia Civil então solicitou mandado de busca e apreensão, autorizado pela Justiça durante o plantão judiciário de domingo.
No momento da operação, os policiais flagraram os suspeitos em atividade dentro do imóvel, apontado pela investigação como um “escritório do crime”.
“Nós pudemos flagrar três indivíduos operando cerca de 50 celulares, além de estarem na posse de aproximadamente R$ 50 mil em dinheiro e manuseando cerca de 75 cartões bancários com senhas adesivadas”, relatou o delegado.
]As investigações apontam que a estrutura também era utilizada para ocultar a origem do dinheiro obtido com os golpes, em um esquema de lavagem de capitais.
Os três presos foram autuados pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e uso de conta de terceiros. Somadas, as penas podem chegar a 18 anos de prisão.
A Polícia Civil continua investigando o caso para identificar possíveis vítimas e outros envolvidos no esquema.
